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“ACERTOS” DOS MODELOS NOVOS Muito tempo e dinheiro estão sendo perdidos com “acerto” dos modelos novos quando entram em produção, ou mesmo antes disso. Os motivos podem ser os mais diferentes mas, praticamente, todos possíveis de evitar, desde que se trabalhe com certa seriedade e técnica. Temos que partir do princípio que a escalação dos modelos é bidimensional e as formas são tridimensionais. Isto por si só, já é um problema sério para ser resolvido. Sem falar que a escalação pelo pantógrafo ou pelo sistema CAD não precisa ser rigorosamente a mesma. Muito menos, ainda, do torno escalador das formas. As divergências entre os dois sistemas trabalhando em dimensões diferentes criam sérios problemas. Outro fator perturbador é o tamanho do qual se parte para a escalação. Por alguma tradição, que não se justifica mais, as amostras são confeccionadas pelos modelistas no tamanho 39. Quando o tamanho masculino começava no 36 e ia até o 42, tudo bem. Mas devido a fatores nutricionais, ambientais e educação física, hoje temos meninos de 11 anos calçando 41! Ou seja, tamanho médio migrou para cima. E uma diferença de um milímetro na escalação do tamanho 39, exponencialmente aumentada até 43, representará uma diferença de escala de 6 mm, o que num calçado ensacado é uma catástrofe. Soma-se a isso ainda o trabalho técnico pouco apurado da maior parte dos modelistas e temos o quadro de problemas montado. No tempo do calçado de couro, estas diferenças eram absorvidas pelo comportamento do couro, que uma vez umedecido cedia e deixava se montar mesmo com um modelo impreciso. Agora, com os materiais sintéticos, que não cedem, a sapataria tradicional virou engenharia de precisão, onde um milímetro tem um peso considerável no trabalho da montagem. Uma técnica que se aproxima da maior perfeição da escala de modelos é aquela que determina que nenhum protótipo deveria ser escalado mais do que três tamanhos para cima e três para baixo, anulando assim em parte, o desencontro entre a bi- e tridimensionalidade. Dá um pouco mais de trabalho para o modelista, mas a recompensa é ter modelos que assentam melhor e facilitam o trabalho da montagem ou do ensacamento. |
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