|
|
|
|
|
|
|
|
![]() |
||||||
|
|
|
|||||
|
|
|
|||||
![]() |
![]() |
COMENTÁRIOS SOBRE A COLAGEM DE SOLADOS As colas atuais, independentemente da marca, são todas ótimas. Mesmo sendo maltratadas por funcionários inescrupulosos ou mal instruídos, colam assim mesmo, só que com 60 – 70 ou 80% de eficácia, mas sempre colam. O diferencial está no tratamento que a elas dispensamos. Muita gente esquece, que sapataria hoje e sinônimo de engenharia de produção. Halogenação: É uma operação muito delicada. Cada pequena desobediência compromete a sua eficácia. Halogênio não pode entrar em contato com metal porque deteriora imediatamente. Halogênio preparado tem vida útil de duas horas. Também halogênio aplicado vence em duas horas, com agravante, que a sola não pode ser re-aproveitada, porque com a primeira aplicação a superfície da sola já foi condicionada ao recebimento da cola e não servirá mais de ancoragem perfeita após a segunda demão de aplicação. Depois de duas horas de uso no vasilhame, este deve ser esvaziado, lavado com água, enxugado e só depois utilizado novamente. Boa técnica é usar duas vasilhas. Enquanto usamos uma, a outra, limpa, está secando. Cola base: Ao contrário do que muitos técnicos de colagem apregoam, que uma vez aplicada a cola base, não há prazo para a aplicação da segunda demão de cola para a colagem definitiva, há prazo, sim, e este prazo é também de duas horas. Devido a presença do oxigênio no ar, cria-se uma camada oxigenada, que impede a boa coesão das duas colas. A segunda demão de cola não é aplicada sobre a cola base, mas sobre a camada oxidada da cola base. Os testes comprovam, que a adesão de cola após duas horas de aplicação, começa a cair de modo que na terceira hora já há perda de aproximadamente 50% de capacidade de adesão. Reativação: As moléculas da cola ficam pastosas e se homogeneizam entre as duas partes de cola aplicada, quando submetidas a pressão, enquanto estão aquecidas no mínimo a 60ºC no momento da pressão (dentro da prensa). Acrescentando o tempo necessário para apontamento da sola e, sabendo que a cola esfria a razão de 1ºC por segundo, temos a temperatura mínima de reativação. São leis da química e física, imutáveis, a despeito de tudo o que diz um técnico de colagem ou um folheto de propaganda. Prensagem: O tempo mínimo necessário para deslocar as moléculas da cola sob pressão para a posição em que devem permanecer, é de 10 segundos sob pressão de 4,5 kg por cm2. O tempo de dez segundos (mínimo) deve ser calculado desde o travamento até a abertura da prensa. Confiar-nos temporizadores é arriscado. Descontrolam com facilidade. Devemos usar cronômetro. Choque térmico: Nos últimos anos foi criada a imagem do choque térmico, que não passa de uma bela figura de marketing. Para comprovar a inutilidade, basta colocar a mão dentro do calçado que passou pela maquina e cuja forma foi tirada. Se o calçado dentro permanece quente, o “choque” não teve valor algum, porque a forma que deveria pressionar o calçado, para estabilizar as moléculas de cola até o seu esfriamento a temperatura ambiente, foi retirada e a cola ficou solta para se expandir sem controle. Couro: A composição do couro, principalmente no teor de graxa é de suma importância para a colagem. Não temos estudos sobre o exato teor de graxa que impede uma boa colagem sobre diferentes materiais, mas sabemos, por exemplo que, na vulcanização um teor de graxa superior aos 7,5% impedirá uma vulcanização segura. Sabemos também, que não existe cola que permita adesão permanente num couro com teor de graxa superior aos 15%. Mesmo com teor de graxa abaixo de 7,5% (que deveriamos considerar como valor de segurança) a composição do licor de engraxe tem importância, porque regula o comportamento das fibras de couro o que, por sua vez, garantirá ou não a boa aderência de qualquer cola. As fibras soltas, com espaços vazios entre elas não oferecerão base segura para aderência (a cola não tem onde se apegar). Comentário geral: Que a colagem é uma operação de engenharia de precisão, já foi dito acima. Que a limpeza do ambiente de trabalho, livre de poeiras, é outro requisito. A limpeza, evitando tocar as partes com aplicação de cola com as mãos, ou dedos suados é outro imperativo. – A responsabilidade individual dos funcionários é importante, mas um controle efetivo de todas as fases de colagem é imprescindível. |
![]() |
|||
|
|
|
|
||||
|
|
|
|||||