|
|
|
|
|
|
|
|
|||||||||||||||||||||||
![]() |
|||||||||||||||||||||||||||||
|
|
|
||||||||||||||||||||||||||||
|
|
|
||||||||||||||||||||||||||||
![]() |
![]() |
OS PROBLEMAS COM A COLAGEM NUNCA ACABAM? Ultimamente, talvez devido a este meu site na internet e os artigos publicados, venho recebendo convites para visitar e prestar assistência para fábricas sobre as quais nunca ouvi falar, e mesmo em lugares onde não suspeitava existirem fábricas de calçados. – Encontrei empresários que merecem um respeito extraordinário pela coragem e tenacidade, em manter as suas empresas longe de grandes centros e das fontes de recursos tanto materiais quanto humanos. O desconhecimento de técnicas de gestão e da tecnologia não é de surpreender, uma vez que estes homens não têm acesso ás palestras e seminários ou gozar de convívio com outros industriais para a troca de experiências. A única fonte do conhecimento, praticamente, são os representantes comerciais ou técnicos, principalmente do setor de colas que, de vez em quando, visitam as fábricas. Entre estes, há possivelmente alguns, que nunca assistiram á uma única aula de química ou física a julgar pelos conselhos que ministram. A minha suspeita sobre a tecnologia inadequada foi confirmada, quando investiguei o tempo em que a cola ficava “aberta” após a aplicação. A título de esclarecimento tenho que dizer: - O ar contem oxigênio que é altamente corrosivo. Se até o aço inoxidável “oxida” (enferruja) imaginem, então, a cola! – No ano de 1972 quando o Brasil começou a exportar para os Estados Unidos, foi feito levantamento dos motivos de reclamações e de devoluções. 30% foram devido ao descolamento. Por determinação da Secretaria de Tecnologia e Ciências (hoje ministério) no governo Geisel, o Centro Tecnológico da Fundação Educandário Pestalozzi em Franca foi incumbido de analisar e fazer recomendações para uma colagem mais segura. Sob a coordenação do dr.Luiz Tacca Júnior (hoje Secretário da Fazenda do Estado de São Paulo) foram feitos mais de 12.000 testes e ensaios com todos os materiais disponíveis na época, sob todas as condições de temperatura e umidade relativa do ar, que em Franca pode variar de 25 a 97%, dependendo da época do ano. Mas o que foi mais importante era a prova do perigo que representa a camada oxidada da cola aplicada. Sobre todos os testes, inclusive o agora citado, foi publicado um livro, reunindo todos os conhecimentos adquiridos. Abaixo temos um exemplo, do que representa o excessivo tempo aberto da cola, sujeita á ação do oxigênio.
Como pode ser visto, por exemplo, após duas horas entre aplicação da cola e a colagem perdemos cinqüenta por cento da resistência da cola! – Há fábricas que por desconhecimento destes fatos elementares, tentam colar na segunda-feira com a cola aplicada na sexta-feira anterior. – Sem falar nos técnicos dos fornecedores de cola, que afirmam, que a cola “deles”, pode ser aplicada até um mês antes! É gratificante verificar que, sem investimento algum, podemos melhorar a qualidade da colagem, com mudanças simples na técnica de halogenação, asperação, aplicação da cola, reativação etc. e, assim, evitar prejuízos decorrentes de devoluções e de re-trabalho. Não é possível determinar em números o prejuízo para a imagem da firma e da insatisfação dos compradores. As colas de hoje são boas, muito boas. A despeito de todos os maus tratos ainda colam. Mas o que temos de atingir é a segurança de 100 % de boa colagem e não 60 – 70 ou 80 % como estamos alcançando com a falta de técnica na aplicação. |
![]() |
||||||||||||||||||||||||||
|
|
|
|
|||||||||||||||||||||||||||
|
|
|
||||||||||||||||||||||||||||