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NÃO SERÁ NADA FÀCIL DE CONCORRER
A desigualdade na carga tributária continua a mesma. Pelos últimos estudos do Instituto Brasileiro do Planejamento Tributário, a carga de impostos no primeiro trimestre deste ano já atingiu incríveis 41,60% do PIB ! O calçado foi contemplado neste mesmo período com a honra de contribuir com 37,37% de carga tributária. Serve para fazer a comparação com os 16,7% de carga tributária do PIB chinês e zero imposto deles na exportação de calçados! – Que parceiro comercial nos fomos buscar! E nada de assento no Conselho de Segurança na ONU, tão sonhado pelo governo Lula, com a ajuda dos chineses, que nem querem ouvir falar nisso, por causa da briga deles com Japão! Senhor Marco Aurélio Garcia, assessor especial para política externa do excelentíssimo senhor presidente Lula terá que tomar um curso de reforço sobre a diplomacia comercial. Quanto aos salários baixos pagos na China, também não convém ter ilusões. Salários são baixos, sim, mas o operário chinês na indústria de calçados, na prática vive melhor que um operário brasileiro, que não mora em casa própria e tem que pegar condução (ás vezes duas) para ir trabalhar. Como é possível? Operário chinês paga um aluguel simbólico pelo imóvel que é do governo, preço simbólico pela energia, se tiver telefone (poucos tem) não paga ligações locais, escola e saúde – tudo pago pelo governo. Descontos em folha – mínimos, novamente podemos dizer que são simbólicos. Cesta básica baratíssima. Assim, no fim do mês sobra para ele bem mais que pode sobrar para os nossos operários, mesmo que pelo cálculo aritmético, baseado no câmbio, ele ganha nominalmente bem menos. Mas ainda existe uma coisa. Na China não há Casas Bahia, A Insinuante ou equivalentes. O operário chinês não é bombardeado com lavagem cerebral: compre agora, sem entrada e sem juros e comece pagar ano que vem! Compre uma TV de 29', um aparelho de som de 50.000 Wats, uma bicicleta de 48 marchas, uma moto, entre num consórcio etc. etc. etc. desde madrugada até a meia-noite. Resultado disso é, que no fim do mês sobra uma pilha de carnês para pagar, junto com a conta da farmácia, da padaria, da escola, do balé, do inglês, do guarda noturno e tudo mais. O nosso operário vive num stress permanente, tentando emendar as pontas, que nunca se encontram. Operário chinês sabe, que se quiser comprar uma bicicleta terá que poupar. – Mas como bom oriental, tem paciência e sabe esperar. Sem stress. Produzindo sem preocupação, preocupação esta que faz parte da vida e do esgotamento precoce dos nossos funcionários. Pouco produtivos. Qual é o efeito disso? A poupança do operariado financia a produção, que novamente, se torna mais competitiva, por ter uma fonte de financiamento barata, sem a ditadura do COPOM. Resultado disso tudo é, que desde o começo do combate já estamos em posição desvantajosa em três situações: tributária, mão-de-obra menos produtiva e mais cara e situação financeiro-econômica desvantajosa. Armas que nos sobram são poucas: conseguir qualidade superior, alta produtividade e originalidade na criação. – Não será nada fácil, mas teremos que lutar porque a luta é pela vida. E não existe alternativa. Zdenek Pracuch |
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