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TERCEIRO MILÊNIO EM GESTÃO JÁ COMEÇOU Quando budistas ficam na dúvida como agir, perguntam-se no íntimo: O que o Buda faria? Não faz muito tempo e nos Estados Unidos começou um movimento semelhante denominado: O que Jesus faria? Não há nenhum demérito, nem sinal de fraqueza de procurar saber com alguém que sabe mais e pode dar nos uma orientação segura como, com certeza, estes dois vultos admiráveis, tem o poder de nos orientar. Humildemente, no exercício das minhas atividades de prestar assistência aos empresários da indústria de calçados, pergunto a mim mesmo: O que fazíamos ou faríamos no BATA? (Bata Shoe Organization foi fundada em 1897 na ex-Tchecoslovaquia e hoje produz mais de um milhão de pares de calçados por dia em várias dezenas de países.) Porque o que lá está feito, está bem feito, sendo resultado do trabalho e do esforço inventivo de milhares dos melhores cérebros, no mundo inteiro, numa empresa que já trabalha mais de cem anos, no meio de uma competitividade internacional feroz O que o BATA faz numa situação de mudanças radicais no mundo calçadista, onde as mudanças de cenário acontecem com tanta rapidez que o simples acompanhamento já se torna difícil? – Mas, há alguns movimentos na base estrutural que podemos observar e analisar para tirar lições ou tentar melhorar o nosso desempenho. Primeira conclusão é que, a despeito de a organização BATA ter sido criada em primeiro lugar como produtora de calçados, hoje o enfoque está muito mais na pesquisa, desenvolvimento, distribuição, venda e serviço aos clientes. A parte produtiva está sendo paulatinamente confiada aos que podem produzir mais barato, em condições mais favoráveis. Em boa parte esta definição está baseada na idade das unidades produtivas, que estão ficando obsoletas e cuja remodelação e atualização exigiria um empate de capital que não se justificaria nas circunstâncias atuais (leia-se: avanço dos asiáticos). As fábricas brasileiras, na sua maioria, estão razoavelmente bem equipadas e atualizadas. O enfoque, então, sobraria para os outros segmentos acima apontados como pesquisa, desenvolvimento, distribuição, venda e serviço aos clientes. Em todos estes pontos temos uma enorme tarefa pela frente, porque, com raríssimas exceções nossas empresas pecam por omissão em todos eles. Pesquisa do mercado, pesquisa de novos materiais, pesquisa de novos métodos de trabalho: Quem em sã consciência pode dizer que as pratica? A começar pela pesquisa do mercado. Quando abordo este assunto, os rostos espantados respondem por si mesmo. “Mas como posso fazer isso?” O drama se resume nisto. - Como quer sobreviver num mundo cada vez mais competitivo se não sabe para onde se encaminha o mercado, a moda, o desejo dos clientes? Vai colocar o futuro da sua empresa nas opiniões dos seus representantes ou colegas fabricantes que lhe servem de informantes sobre as tendências? Meus pêsames. Desta maneira está se condenando ao fracasso. A sua empresa tem algum programa de substituição de materiais? Está estudando novos processos de produção? Mais econômicos, mais racionais, mais produtivos? Compreendo perfeitamente, que os afazeres rotineiros, a faina diária não lhe dão tempo e calma necessária para se dedicar ao planejamento dos futuros passos. Mas esta sua super-ocupação já não é um mau sinal, de que alguma coisa na sua empresa não anda bem, que a organização interna está falha? Será que o seu estilo de gestão é de patrão omni-presente e omni-sciente? O único que é dono de todas as verdades? Nunca vou esquecer o dia em que meu finado amigo prof. Jorge Cheade, numa reunião da diretoria da Samello citou os quatro passos da boa gestão: Planejar, Programar, Produzir e Controlar. A base da filosofia BATA citada em Franca, conhecida em Franca na década dos sessenta e NUNCA praticada! Jorge ensinava estes princípios na Faculdade de Administração mas, parece, que ninguém o levava a sério. Estes princípios valem para qualquer negócio, até para um carrinho de cachorro quente ou de pipoca. Substituir o verbo produzir por “vender” ou “servir” e temos roteiro para qualquer atividade. O “planejar” neste contexto não deve ser confundido com “programar”. Planejar é exatamente aquilo o que falta às nossas empresas: plano de ação, plano para as atividades, plano para o futuro. Aí se insere a pesquisa do mercado, o marketing propriamente dito, estudos sócio-económicos e de perfis dos consumidores, suas necessidades e o atendimento ou não destas, pelos possíveis concorrentes e a entrada nos nichos de mercado assim descobertos. Neste quadro, como é que ficam as nossas empresas calçadistas? Avaliem por si mesmos. – Dos outros três passos de gestão tratarei a seguir. Zdenek Pracuch |
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