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MANTER-SE ORGANIZADO É A CHAVE Muitas vezes me perguntam : Acho que a minha fábrica está bem organizada, há ainda alguma coisa para melhorar mais? – A resposta é um retumbante: SIM! Não existe nada pior para o futuro de uma empresa, como um dirigente acomodado do tipo – já ganhei. Muito cedo vai ser despertado da sua acomodação confortável para descobrir que os seus competidores estão léguas á frente. Analisando várias empresas vou apontar somente alguns aspectos necessitados de correção para demonstrar que nenhuma organização já chegou lá e que ainda todas sofrem de alguns dos males abaixo apontados : Grande quantidade de produtos em processamento na fábrica; Tempo longo de processamento e longos prazos de entrega; Dependência nos operários nas operações complexas ou delicadas; Altos custos indiretos; Adaptação vagarosa para as mudanças; Produtividade é mais importante que a qualidade, e Baixa produtividade causada pelas mudanças dos artigos. Com base na minha experiência posso afirmar, que raramente precisamos de mais de 30 minutos de trabalho para fazer um par de calçados. Pergunta é: o que faz o calçado nos restantes 2.670 minutos que permanece dentro da fábrica? (60 minutos x 9 horas x 5 dias = 2.700 minutos) Já que o trabalho de adição do valor ao produto ocupa 1,11 % do tempo que o calçado permanece dentro da fábrica, com que é gasto 98,89 % do tempo restante? Novamente vou usar as minhas observações e experiência para apontar onde devemos buscar as soluções e conseguir melhoras: Na movimentação e transportes da produção; Na estocagem intermediária da produção; Na amarração e desamarração das peças; Na contagem, inspeção e marcação do trabalho; Nos retrabalhos, consertos e procura de peças; Na procura pelos operários do serviço a executar. Todas estas atividades representam desperdício de valiosos recursos de produção, que aumentam o custo ao mesmo tempo, que podem contribuir para um serviço ser executado incorretamente ou mal. O prejuízo que estes desperdícios representam ao custo do produto raramente está percebido pelos empresários, que estão acostumados com o status quo. Ruim é, quando o empresário aceita fatalísticamente este estado de coisas como uma parte do processo produtivo e não se incomoda em melhorar. É natural que, onde há diagnóstico, há possibilidade de cura. Por mais que se pareçam as indústrias entre si, todas elas são diferentes. Não há um remédio universal para aplicar sem discriminação. Mas vale a pena estudar cada caso e introduzir mudanças nos métodos de trabalho, que permitam eliminar estas fontes ocultas de desperdícios que encarecem o produto final. Zdenek Pracuch |
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