|
|
|
|
|
|
|
|
![]() |
||||||
|
|
|
|||||
|
|
|
|||||
![]() |
![]() |
PRODUTIVIDADE - PESADELO DOS EMPRESÁRIOS A cada momento me defronto com alguma pergunta referente á produtividade. “A produtividade da minha empresa (ou dos meus funcionários) é muito baixa!”; “O que fazer para aumentar a produtividade?”; “Qual é o método para medir a produtividade?” – Parece que o fantasma da produtividade está assombrando a mente de grande maioria dos empresários. Mas o que, afinal, é a produtividade? Simplificando a frase do Peter Drucker (olha ele, outra vez!) podemos dizer que produtividade é produzir dentro do processo econômico do negócio, ou seja criar valores. Parece simples, talvez, simples demais. Quando alguma coisa parece complicada, o método cartesiano recomenda dividir um problema grande, que parece insolúvel, em vários segmentos de problemas menores que, ás vezes, se resolvem por si mesmo, pelo simples fato de terem sido identificados. O que prejudica a produtividade? Vejamos por partes : Falhas na logística: Parada de produção por falta de material é um dos fantasmas que sempre ronda as fábricas. Todos conhecemos as causas: atrasos dos fornecedores, atrasos dos transportadores, material recebido que se mostrou inadequado etc.. Falhas no suprimento: Geralmente devido á falta do planejamento, até do mais rudimentar; falta do cálculo de consumo bem feito, o que por sua vez acarreta a imprecisão da avaliação das necessidades; falta de acompanhamento ou desconhecimento da seriedade dos fornecedores quanto ao cumprimento de prazos de entrega; maior gasto do material do que previsto etc.. Falta do planejamento: Poucas são as indústrias que sabem planejar a produção. O planejamento na absoluta maioria dos casos se resume na digitação dos pedidos para as fichas de produção, onde o único critério válido é a data da entrega do pedido. Como a produção executará o pedido, ou se ao menos tem condição de executar o pedido, pouco interessa. Não se levam em conta os desvios do processo produtivo causados pela alta freqüência, pelos apliques, pela capacidade das máquinas de bordar, de injetoras e assim por diante. Ociosidade de máquinas: Pela falta do planejamento, ou pela falta de critérios no planejamento, que não levam em conta as necessidades da produção temos freqüentemente as máquinas (principalmente no pesponto) paradas e em outras ocasiões lotadas de trabalho. Cada minuto perdido, com máquina parada por falta de trabalho é um prejuízo irrecuperável. Pespontadeira que tem que separar as peças costuradas, forçosamente para a máquina. E o equipamento caro, que deveria produzir, fica parado. Ociosidade de mão-de-obra: É normal ouvir nas empresas, quando se indaga por que determinado número de pessoas está desocupado: quando sai este modelo a parte do pessoal não tem o que fazer. Mas tem que ser remunerado! Pelo tempo passado dentro da fábrica ou pelo trabalho? O problema novamente é gerencial, quando não do planejamento. Falta de dados e de parâmetros: Citarei outra vez Peter Drucker: “poucas companhias tem conhecimento sobre o que se passa em suas unidades para administrá-las como sistemas, porque a abordagem tradicional encara a fábrica apenas como uma coleção de máquinas e de operações individuais.” No entanto cada gerente de produção deve ser responsável pela integração das pessoas, materiais, máquinas e tempos. Desta maneira, cada gerente de produção terá de aprender a colocar em prática a integração de todo o pessoal envolvido no processo. Poucas pessoas estão fazendo isso, é claro, embora de forma inconsciente já estejam executando algo parecido. Esta disciplina ainda não foi sistematizada como um todo e ainda não está sendo ensinada nas faculdades de Engenharia ou de Administração. Em janeiro deste ano, tive como assistente uma estagiária de Engenharia de Produção da Universidade de Viçosa, numa fábrica que produz 8.400 pares por dia. A futura engenheira ficou deslumbrada com problemas que a produtividade apresenta e com as soluções que podem ser aplicadas. – Em Nova Serrana estou trabalhando esta semana com aluno do quinto período da FANS. É gratificante observar de como rende o trabalho dele no sentido de organizar o fluxo de trabalho no pesponto, a organização de trabalho na esteira e o acompanhamento na administração de materiais. Nenhum dos dois terá problemas com a produtividade. Aliando teoria com a prática vivenciada no dia a dia da indústria fará deles excelentes gerentes de produção. E não vão perguntar o que é a produtividade. Vão executá-la. |
![]() |
|||
|
|
|
|
||||
|
|
|
|||||