XEROX DAS COLUNAS

Há uns tempos atrás recebi uma sugestão do meu amigo Carlos Alberto Brigagão da Calçados Sândalo: “Pracuch, por que você não tira xerox daqueles seus escritos e não os publica em vez de tentar sempre escrever de modo diferente sobre a mesma coisa?

Pensando bem, em termos de racionalização esta idéia até que me faria bem. Ganharia algumas horas para outras atividades, com certeza, mais lucrativas, do que este ofício de colunista e que me rende, no máximo, uns e-mails com desaforos.

Tirar xerox? A idéia não é má, mas como sempre fui otimista (embora os e-mails acima citados me digam que sou catastrofista, derrotista, pessimista e daí para baixo), ainda acredito, que pelo menos alguém vai se dar o trabalho de ler o que escrevo e começar a:

1 - Planejar o trabalho a partir de vendas;

2 - Evitar desperdícios, com controles melhores;

3 - Investir em qualidade e em sistemas de controle da mesma;

4 - Ser mais criativo e menos copiador;

5 - Apurar regularmente os resultados (ou prejuízos) alcançados;

6 - Acompanhar a evolução ou involução do capital de giro;

7 - Fazer cálculo de custo e formação de preço de venda condizente com 3º milênio;

8 - Organizar o depto. de vendas para a nova realidade do mercado etc. etc..

Como se vê, são muitos os assuntos a serem observados e todos eles são vitais para a sobrevivência de uma empresa. A cada dia que se passa negligenciando estes pontos, mais difícil tornar-se-á sobreviver neste ambiente, cada vez mais profissionalizado e competitivo.

Não há solução mágica para os pontos acima apontados. O que há é muito trabalho, trabalho e mais trabalho e uma mente aberta para acompanhar e entender os novos tempos.

Quem não entendeu isso, pode continuar me chamando de catastrofista. Partindo de quem isso possa partir, considero isto até um elogio.

Zdenek Pracuch
04/08/08